O Laboratório de Arquitetura, Infraestrutura e Território (LAIT), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura (PPGArq) da PUC-Rio, desenvolve desde 2014 projetos de pesquisa que se desdobram sobre os temas da paisagem, infraestrutura e tectônica. Assumindo a produção de obras de escala arquitetônica e urbana como prática material, propõe discutir tal produção a partir de três dimensões: cultura, contexto e ofício. As pesquisas são desenvolvidas através de uma perspectiva transdisciplinar, procurando contribuir com discussões relacionadas à história, teoria e crítica em arquitetura. Objetivam, simultaneamente, contribuir para a construção de conhecimento e práticas direcionadas ao campo projetual contemporâneo.

Arquitetura carioca anos 60/70: brutalismo, tectônica e construçãoNas décadas de 1960 e 1970 surgiram, na cidade do Rio de Janeiro, edifícios projetados e construídos sob o domínio de certa razão tectônica dirigida ao pragmatismo da construção. Produção na qual, além da estrutura em evidência, é intrínseca a relação entre materiais preferencialmente in natura, técnica e forma, mantendo o vínculo com a tradição racionalista que caracteriza a arquitetura moderna brasileira a partir de 1930, porém de maneira própria se comparada à produção arquitetônica carioca até fins da década de 1950. 

Publicações
  • da concha ao templo: o concreto como agente de cultura no estádio de Brasília

    monica aguiar e marcos favero concreto e construção #107

  • mondadori: flexibilidade tática no plasticismo simbólico de niemeyer

    monica aguiar e marcos favero arquitextos #257

  • arranhando o céu: os edifícios altos como manifestação da cultura

    monica aguiar e marcos favero concreto & construções #101

  • catedral de brasília: forma-estrutura atectônica e experiência empática

    monica aguiar e marcos favero arquitextos #245

  • MAM-Rio: forma estrutura, tectônica e empatia

    monica aguiar e marcos favero arquitetura revista #15

  • forma-estrutura. matriz de expressão tectônica da FAU-USP

    monica aguiar e marcos favero arquitextos #223

  • estrutura: a criação de um conceito para a construção

    monica aguiar e marcos favero concreto & construções #88

Eventos
  • casa cabras

    luciano andrades e alan dias ciclo de palestras olhares sobre cultura tectônica

  • de dumont-adams a masp bardi: um projeto de transformação

    martin corullon e heloísa maringoni ciclo de palestras olhares sobre cultura tectônica

  • leveza e imaterialidade

    cadu spencer ciclo de palestras olhares sobre cultura tectônica

  • tectônica da paisagem

    andré porto ciclo de palestras olhares sobre cultura tectônica

  • o caráter tectônico da arquitetura moderna

    germana rocha ciclo de palestras olhares sobre cultura tectônica

  • tectônica do concreto

    monica aguiar ciclo de palestras olhares sobre cultura tectônica

  • tectônica e silêncio: na casa azuma, na capela bruder klaus e no museu brasileiro de escultura – MuBE.

    Autora: Mariana Fortes; orientador: Marcos Favero

    Acredita-se que determinadas obras denotam silêncio, manifestação fenomênica que proporciona determinada mobilização empática. Sendo a arquitetura uma arte que envolve questões relacionadas ao espaço material no qual o homem habita, busca-se entender o que faz uma obra construída ser caracterizada essencialmente pelo silêncio e o que é necessário, em termos materiais, para que isso possa acontecer. Esta pesquisa se apoia no conceito de tectônica que, de acordo com Kenneth Frampton, consiste em uma das dimensões essenciais da arquitetura. Foram selecionados três projetos para análise: a Casa Azuma, a Capela Bruder Klaus e o Museu Brasileiro da Escultura – MuBE. Obras onde o silêncio encontra-se em evidência e comprovam que, apesar do ruído sempre existir, é possível vivenciar o silêncio, por intermédio da arquitetura.

    Dissertação na íntegra

  • UERJ – pavilhão joão lyra filho: projeto e construção

    Autor: Tadeu Piffer; orientador: Marcos Favero

    Esse trabalho se dedica a uma análise de ordem projetual e construtiva do Pavilhão João Lyra Filho, edifício principal do Campus Francisco Negrão de Lima, sede da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O campus, objeto de um concurso realizado pela Universidade em 1968, no qual os arquitetos Flávio Marinho Rêgo e Luiz Paulo Conde foram os vencedores, tem origem em um período de transição da arquitetura moderna brasileira e de expansão da estrutura voltada para o ensino superior no Brasil e no mundo. Nesse período, surgem no cenário internacional propostas inovadoras de campi que dialogam com a ideia de megaestrutura.

    Dissertação na íntegra

  • forma-estrutura: matriz de expressão tectônica no MAM-Rio, na FAU-USP e na catedral de Brasília

    Autora: Monica Aguiar; orientador: Marcos Favero

    Forma-estrutura, como matriz de expressão tectônica, é um conceito formulado nessa pesquisa por uma ótica transdisciplinar. Efetuou-se uma investigação por meio da associação entre saberes pertinentes aos campos da Arquitetura e da Engenharia Estrutural, com o objetivo de propor uma abordagem de análise de projetos que possa trazer à luz o princípio que faz com que, em certas edificações, a estrutura espacial arquitetônica e a estrutura portante configurem uma única essência. A pesquisa, além de comprovar expectativas, ampliou ocampo de investigações relacionadas ao debate sobre Arquitetura Moderna, e, possivelmente, sobre a Arquitetura Contemporânea.

    Dissertação na íntegra