O Laboratório de Arquitetura, Infraestrutura e Território (LAIT), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura (PPGArq) da PUC-Rio, desenvolve desde 2014 projetos de pesquisa que se desdobram sobre os temas da paisagem, infraestrutura e tectônica. Assumindo a produção de obras de escala arquitetônica e urbana como prática material, propõe discutir tal produção a partir de três dimensões: cultura, contexto e ofício. As pesquisas são desenvolvidas através de uma perspectiva transdisciplinar, procurando contribuir com discussões relacionadas à história, teoria e crítica em arquitetura. Objetivam, simultaneamente, contribuir para a construção de conhecimento e práticas direcionadas ao campo projetual contemporâneo.

Paisagem Infraestrutural e ProjetoConsiderando infraestrutura como processo sociotécnico e reconhecendo que maior parte do que pode ser caracterizado como paisagem urbana é infraestrutura, a pesquisa pretende problematizar a ideia de paisagem infraestrutural e suas relações com projeto de arquitetura e urbanismo, a partir de duas linhas de desenvolvimento: uma de viés teórico-metodológico (reflexão sobre fundamentos conceituais) e outra empírica (análise e proposição de intervenções).

Publicações
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  • as ruínas do sumaré

    alice sion e marcos favero PRUMO #9

  • muros do estranho: outra leitura para os limiares do ramal ferroviário santa cruz no Rio de Janeiro

    daniel milagres nascimento e marcos favero arquitextos #233

  • a rio+20 no caminho dos megaeventos

    marcos favero editora manole

Eventos
  • infraestrutura e habitat: parque na lagoa de marapendi (RJ)

    Autora: Alice Murad; orientador: Marcos Favero

    Embora seja a menos degradada dentre as lagoas da região, ainda assim ela encontra-se ameaçada pelo despejo irregular de dejetos e pela força predatória do mercado imobiliário, que avança sobre suas margens. Com uma considerável parte de seu perímetro privatizado pelos condomínios e clubes em seu entorno, a visibilidade e acesso público a esse corpo d’água são hoje extremamente fragmentados. O objetivo do trabalho é intervir na Lagoa e contribuir para sua valorização como paisagem pública. Situado no campo da arquitetura da paisagem, o imaginário do projeto é estabelecido pelos muitos processos que estruturam e caracterizam este sítio. A partir desses aspectos, propõe-se um fortalecimento da conectividade ambiental e sociocultural no sítio.

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  • airbnb como fenômeno urbano: uma investigação na região do parque olímpico

    Autora: Thais Aquino; orientador: Marcos Favero

    A economia do compartilhamento, como ficou conhecida no fim do séc. XX, reinventou o modo no qual acessamos os serviços de transporte particular, e até como viajamos. Ao contrário de outras gigantes do ramo da informação, as empresas do compartilhamento dependem da concentração de seus usuários e ativos no espaço. Por esse motivo, plataformas como o Airbnb, “não só se beneficiam dos mercados urbanos como implicam em outros fenômenos.” (Davidson; Infranca, 2016). Por meio da análise espacial de anúncios da Airbnb na área entorno do Parque Olímpico, este trabalho tem por objetivo discutir as seguintes questões: até que ponto a política urbana influencia a “presença” da plataforma nessa região? E até que ponto a plataforma interfere no desenvolvimento dos empreendimentos imobiliários na área entorno do Parque Olímpico Jacarepaguá? 

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  • dossiê rondônia: uma atualização

    Autor: Bruno Bins; orientador: Marcos Favero

    Com 80% de sua área original desmatada, ocupando o segundo lugar no ranking de conflitos agrários no país, Rondônia, considerado um grande “laboratório territorial, se encontra à beira de uma catarse. Realidade que mobiliza esta investigação: ponto de calibragem e reinterpretação desse território metamórfico, apresentado em um dossiê que tem como ponto de partida a pesquisa de Hervé Théry, “Rondônia: Mutações de um Território Federal na Amazônia Brasileira”, que analisa a produção e o uso do território rondoniense nos anos de 1970. Itinerário cujo desfecho é marcado, nos dias atuais, pelo surgimento de protocidades, ao que tudo indica, o dispositivo espaço-temporal mais recente e nebuloso, configurando o front mais avançado da que é caracterizada por Bertha Becker em “Geopolítica da Amazônia” como uma floresta urbanizada.

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  • efemeridade constante: um ensaio sobre a topografia carioca

    Autor: Matheus Amorim; orientador: Marcos Favero

    O trabalho produz uma reflexão acerca da tectônica do sistema estrutural tubular metálico, conhecido como andaime, e o relaciona com a topografia carioca. Com a análise de obras do Rio de Janeiro, entende o sistema estrutural e, por meio de mapas, identifica as ações antrópicas de canalizar, retirar e conter no relevo carioca, entendendo que os dados falam sobre a formação de um ambiente humano necessário para a sua vivência no território. Por fim, para desvelar essa reflexão, pensa-se em intervenções compostas por dois detalhes construtivos, o dispositivo e o nó. Um está ligado ao sistema estrutural tubular metálico e seu caráter efêmero, que desaparece e fica na memória de quem o ocupou ou viu. O outro está ligado ao chão, é a terraplanagem da intervenção,  é o que conecta a parte efêmera a paisagem, o rastro do que foi e a espera do que está por vir.

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  • infraestrutura e melancolia: proposições para salgueiro como encruzilhada do sertão

    Autora: Isabela Simões; orientador: Marcos Favero

    O trabalho se propõe a refletir, de maneira crítica, sobre a relação entre a obra da ferrovia Transnordestina e a cidade de Salgueiro (PE). Uma ideia de progresso incentivada por planos políticos que buscavam o desenvolvimento dos diversos sertões brasileiros, por meio da infraestrutura. Políticas geradoras de mudanças significativas nestes territórios “longínquos”, tanto positivamente quanto negativamente. O trabalho procura relacionar a mega infraestrutura com certo plano político de reestruturação nacional, que proporcionou um ilusório “espetáculo de crescimento”, principalmente em regiões consideradas menos desenvolvidas economicamente. 

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  • as ruínas de sumaré – parque nacional da tijuca (RJ)

    Autora: Alice Sion; orientador: Marcos Favero

    O trabalho discute a relação entre infraestrutura e arruinamento a partir de uma investigação centrada no Morro do Sumaré. Localizado no Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro, tem sua realidade inserida em uma relação conflituosa entre a administração do Parque e as empresas de telecomunicação que ali operam cerca de 18 torres de transmissão. Tendo como pano de fundo aspectos correlacionados à obsolescência de infraestruturas decorrentes do avanço tecnológico, ao mesmo tempo que mobilizando especificamente a ideia de paisagem como agente cultural, o trabalho procura discutir estratégias de ocupação no âmbito do projeto.

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  • tectônica da paisagem: natureza, projeto e cultura arquitetônica

    Autor: André Porto Frias de Oliveira; orientador: Marcos Favero

    A partir da apuração da inevitável necessidade de transformação do meio natural pelo homem na construção do seu habitat, o trabalho investiga uma cultura projetual que busca evidenciar os pontos de contato e as articulações entre natureza e artifício ao propor ações transformadoras da paisagem por meio do esforço criativo e da técnica. O papel central da arquitetura discutido não se refere apenas à construção do abrigo essencial que visa garantir sobrevivência frente às contingências naturais, mas também à necessidade de transformar natureza em cultura. Este processo de conversão é colocado pela investigação como o próprio sentido de paisagem, conceito chave na aproximação às questões elaboradas pela pesquisa. A partir de uma certa abordagem teórica deste e das discussões elaboradas na pesquisa sobre tectônica e prática material, o trabalho caracteriza o conceito tectônica da paisagem como princípio de ação da cultura projetual em questão.

    Dissertação na íntegra

  • cartografias ficcionais: athaydeville

    Autora: Mariana Curti; orientador: Marcos Favero

    O objetivo do trabalho é de propor um projeto de ficção arquitetônica com base na discussão teórica realizada e discutir os limites da arquitetura como ficção. Sendo assim, o trabalho se inicia com a conceituação de ficção, sobretudo no que diz respeito à sua relação com o campo da arquitetura. Em seguida, o trabalho desenvolve um método de leitura de projeto arquitetônico por meio da prática da ficção. Nesse sentido, explora-se o tema das cartografias como narrativas imagéticas que apresentam as faces inconscientes do projeto (Alter Egos). O objeto desta investigação ocorre através de Athaydeville, projeto de Oscar Niemeyer para o Centro da Barra.

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  • ocupações sobre a linha férrea: recostura urbana em madureira – RJ

    Autora: Giulia Chagas; orientador: Marcos Favero

    Como articular a relação entre infraestrutura e cidade, ao promover urbanidade, buscando, ao mesmo tempo, minimizar e, se possível, anular impactos negativos gerados pela falta de um pensamento integrado entre urbanismo, paisagem e infraestrutura? A partir deste questionamento, o projeto explora o potencial construtivo aéreo sobre a ilha férrea do ramal Central-Deodoro resultando em um grande dispositivo infraestrutural de 1.5 quilômetros de extensão capaz de articular ambos os lados da Linha, estabelecendo uma costura física (travessias) e visual (aberturas laterais e verticais), bem como, sempre que possível, ativar o uso das bordas. Por meio de uma programação híbrida, essencialmente de caráter público, o projeto contribui com a urbanidade local, a requalificação do tecido e o desenvolvimento de toda a região.

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  • porto de jaconé: infraestrutura e meio ambiente

    Autora: Narian Andrade; orientador: Marcos Favero

    A partir do Porto de Jaconé, em Maricá (RJ, o trabalho se propõe a investigar as potencialidades da infraestrutura portuária como vetor de modificação da paisagem, pensando sua coexistência com infraestrutura verde. Tendo como base de caracterização a metodologia ABC (aspectos abióticos, bióticos e culturais), busca-se um cenário alternativo ao projeto do Terminal Ponta Negra na praia de Jaconé. O trabalho se justifica pela recente retomada da exploração de petróleo na camada do pré-sal, que impulsiona a reconfiguração desse território estratégico do estado do Rio de Janeiro, impactando ecossistema e vida humana.

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